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Calculadora de preço por hora
Preencha os seus números e veja, na hora, o preço mínimo da sua hora de trabalho — já com pró-labore, custos do negócio, imposto e margem de lucro dentro da conta. Já tem o valor da hora? Veja como montar a sua tabela de preços em quatro formatos.
Como a conta funciona
A calculadora parte do que o seu negócio precisa por mês e divide pelas horas que alguém de fato paga. São quatro passos:
Custo base: o pró-labore que você quer tirar mais os custos fixos do negócio, como software, internet, aluguel, contador e material.
Margem: um acréscimo percentual sobre o custo base, para o negócio ter reserva e conseguir crescer.
Imposto: no MEI, a conta soma o DAS fixo do mês. No Simples Nacional ou no Carnê-Leão, o imposto incide sobre o faturamento, então a conta divide pelo que sobra depois da alíquota: faturamento = valor com margem ÷ (1 − alíquota).
Horas faturáveis: as horas trabalhadas no mês multiplicadas pela parte que vira cobrança. O preço mínimo da hora é o faturamento necessário dividido por essas horas.
Com os valores que aparecem quando você abre a página (pró-labore de R$ 4.000, custos de R$ 800, margem de 20%, MEI, 160 horas por mês e 70% faturáveis), a conta fica assim: R$ 4.800 de custo base, R$ 5.760 com a margem e R$ 5.846,05 com o DAS, divididos por 112 horas faturáveis. O piso é de R$ 52,20 por hora. Quem dividisse só o pró-labore pelas 160 horas chegaria a R$ 25, menos da metade.
Referências para conferir o seu preço
Dois números do dia ajudam a testar se o piso da calculadora está realista.
IPCA: 4,22% em doze meses até agosto de 2026 (IBGE). Se o preço da sua hora não muda há um ano, o piso precisa subir ao menos esse percentual só para manter o poder de compra: no exemplo acima, de R$ 52,20 para R$ 54,40.
Selic: 13,75% ao ano, meta definida pelo Copom em 17 de setembro de 2026. Prazo dado ao cliente tem custo: vender hoje para receber em 30 dias, sem acréscimo, equivale a abrir mão de cerca de 1,1% do valor.
Fonte: Banco Central do Brasil (séries 13522 e 432 do SGS). Conferido em 8 de outubro de 2026. O IPCA é divulgado todo mês e a Selic é revista a cada reunião do Copom.
Três exemplos preenchidos
Os números abaixo são ilustrativos e servem para mostrar o peso de cada campo. Troque pelos seus.
Designer gráfica, MEI
Pró-labore de R$ 3.500, custos de R$ 600 (software, internet e equipamento), margem de 15%, 160 horas por mês e 60% faturáveis, porque parte do tempo vai para prospecção e ajustes que o cliente não paga. Faturamento necessário: R$ 4.801,05 por mês. Preço mínimo: R$ 50,01 por hora.
Cabeleireira, MEI
Pró-labore de R$ 3.000, custos de R$ 1.200 (produtos e aluguel da cadeira), margem de 20%, 176 horas por mês e 70% faturáveis. Faturamento necessário: R$ 5.126,05 por mês. Preço mínimo: R$ 41,61 por hora de atendimento. Para um corte de 45 minutos, o piso fica em torno de R$ 31.
Consultor, microempresa no Simples Nacional
Pró-labore de R$ 9.000, custos de R$ 1.500, margem de 20%, alíquota de 6% (a faixa inicial do Anexo III), 160 horas por mês e 60% faturáveis. Faturamento necessário: R$ 13.404,26 por mês. Preço mínimo: R$ 139,63 por hora.
Os três erros que mais baixam o preço
Dividir por todas as horas. Reunião, orçamento, deslocamento e mensagem no WhatsApp ocupam a agenda e não entram na fatura. Referências do Sebrae colocam as horas faturáveis entre 50% e 70% das horas trabalhadas.
Esquecer os meses fracos e as férias. Se você para um mês por ano, as horas de onze meses precisam pagar doze. Um jeito simples de embutir isso é reduzir a porcentagem de horas faturáveis.
Deixar o imposto e a taxa do cartão para depois. No Simples Nacional, o imposto é um percentual do que você fatura, e somar a alíquota ao custo, em vez de dividir, deixa o preço abaixo do necessário. A taxa do cartão funciona do mesmo jeito: inclua nos custos ou confira na calculadora de margem de lucro real.
Perguntas frequentes
Como calcular o valor da minha hora de trabalho?
Some o que o negócio precisa por mês (pró-labore, custos, margem e imposto) e divida pelas horas que você consegue cobrar, não pelas horas que trabalha. É a conta que a calculadora acima faz.
Qual porcentagem de horas faturáveis devo usar?
Se você ainda não mede, comece entre 60% e 70%. Depois de um mês anotando as horas que viram cobrança, troque pelo número real.
Serve para quem não é MEI?
Sim. Escolha Simples Nacional e informe a sua alíquota, ou Carnê-Leão, se você atua como pessoa física.
O resultado é o preço que devo cobrar?
É o piso. Abaixo dele, cada hora trabalhada tira dinheiro do negócio. O preço final também depende do mercado e do valor que o cliente percebe; o guia de precificação por hora mostra como chegar a ele.
Esta ferramenta tem caráter informativo e educacional. Não constitui consultoria contábil, tributária ou recomendação de investimento. Os valores de DAS e do limite do MEI seguem a tabela de 2026 e mudam a cada ano com o salário mínimo. Para decisões sobre regime tributário ou desenquadramento, consulte um contador.
